quinta-feira, 28 de maio de 2009

Cresça e Divirta-se!
Por Martha Medeiros, autora do livro que inspirou o filme "O Divã"

Tenho viajado bastante para acompanhar algumas pré-estréias do filme O Divã. Delícia de tarefa. Esse filme realmente ficou enxuto, delicado e emocionante! Além disso, ainda consegue me provocar. A personagem Mercedes (Lilia Cabral) está fazendo análise, e leva para o consultório muitos questionamentos sobre sua vida. Até que, passado um tempo, finalmente RELAXA, e se dá conta de que não há outra saída a não ser conviver com suas IRREALIZAÇÕES. Diante disso, o analista sugere alta, no que ela rebate: "Alta?! Logo agora que estou me divertindo?!".Um dos sintomas do amadurecimento é justamente o resgate de nossa jovialidade, só que não da jovialidade do corpo, que isso só se consegue até certo ponto. Mas a jovialidade do espírito, tão mais prioritária!

Você é adulto mesmo? Então, pare de reclamar, pare de buscar o impossível, pare de exigir perfeição de si mesmo, pare de encontrar lógica para tudo, pare de contabilizar prós e contras, pare de julgar os outros, pare de tentar manter sua vida sob rígido controle! Simplesmente divirta-se! Não que seja fácil. Enquanto que um corpo sarado se obtém com exercício e dieta, a leveza de espírito requer justamente o contrário: liberação das correntes! Aventura do não domínio! Permitir-se o erro! Não se sacrificar em demasia! Já que estamos todos caminhando rumo a um mesmo destino, que não é nada espetacular, é preciso perceber a hora de tirar o pé do acelerador! Afinal, quem quer cruzar a linha de chegada?! Mil vezes CURTIR A TRAVESSIA!

Dores, cada um tem as suas. Mas o que nos faz cultivá-las por décadas?! Creio que nos apegamos com desespero às dores, por não ter o que colocar no lugar, caso a dor se vá! E então se fica ruminando, alimentando a própria má sorte, num processo de vitimização, que chega ao nível do absurdo! Por que fazemos isso conosco? Amadurecer talvez seja descobrir que sofrer algumas perdas é inevitável, mas que não precisamos nos agarrar à dor para justificar nossa existência.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

É difícil não exagerar a felicidade que não se goza (1)
Numa das minhas muitas conversas com minha ex terapeuta, ela me disse que o mundo não queria saber de todas as minhas opiniões. E, depois de instalar algumas travas na minha língua, eu consigo observar essa minha característica (agora um pouco mais suave, mas ainda existente) nos outros. Sei que as pessoas falam, independente do que a gente faça, cabe a cada um dar o peso e valor do que é ouvido. Em alguns casos, nenhum valor. Neste período que estou vivendo então, isso é ainda mais frequente. É um festival de "eu acho isso ou aquilo" nos meus ouvidos. Não existem regras de felicidade para todos. Isso deveria ser óbvio, mas não é. Depois de 34 anos e alguns relacionamentos longos, já sei bem o que eu quero para minha vida. E já encontrei. Estamos felizes há seis meses e isso é o mais importante. Vamos viver o hoje e olhar para boas perspectivas futuras, porque elas existem! O passado só tem sentido se for um passado presente, um passado que ilumine a gente para ações futuras (2). Então é isso aí Cervantes (3), seja passado o passado, tome-se outra vereda e pronto.

Citações: 1) Stendhal; 2) Renato Borghi; 3) Miguel de Cervantes.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Passamos sábado à tarde dentro do Cerimonial, escolhendo decoração da festa. Gente, quantos detalhes! Depois de 3 horas olhando fotos com as opções, não sabia mais o que eu estava falando e escolhendo. E eu achei que fosse só escolher a cor e as flores que estava tudo certo. Doce ilusão. A pessoa que me atendeu me perguntou onde estava meu caderno de noiva. Caderno? Desculpe, eu só tenho planilha! Cheguei em casa com a cabeça pegando fogo, resolvi deitar pra descansar um pouco antes de encontrar os amigos e apaguei. Foram 12 horas seguidas de sono! Essa maratona está acabando com minha vida social. Acho que conseguirei fechar a lista de convidados hoje. Será que existe alguém que consiga fazer uma lista dessas com tranquilidade? Sem contar nessa formalidade excessiva de colocar no convite "sr. fulano de tal e senhora", pra uma amiga de infância que eu chamava pelo apelido. Deus, tanta formalidade definitivamente não combina comigo. Como minha mãe é tradicional, a lista de convidados dos meus pais ficou parecendo um grupo de desconhecidos. Consegui burlar algumas regras para os amigos mais próximos. No meio disso tudo, fugi na hora do almoço e passei no ortopedista da família, pra ele dar uma olhada numa dorzinha chata que volta e meia aparece na minha escápula esquerda. Ele recomendou RPG, acupuntura e gelo 5 x por dia. Eu comecei a rir. Farei sorteio hoje à noite pra escolher apenas 1 procedimento. Beijos e boa semana!

sexta-feira, 22 de maio de 2009


Hoje é dia de Santa Rita

Santa Rita nasceu em Cássia, na Itália. Seu verdadeiro nome era Margherita. Como italiano tem mania de não chamar ninguém pelo nome todo, desde pequena era chamada de Rita. Se é verdade que "é de menino que se torce o pepino" eu não sei, o fato é que desde cedo Rita começou a demonstrar porque ia ser chamada a "advogada dos impossíveis". Sua mãe era estéril e já com 62 anos não podia engravidar. "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura", de tanto a mãe rezar e fazer penitências, engravidou. Quando era pequena já sabia o que queria ser quando crescer: dedicar-se à oração e à caridade. Mas, os pais queriam que ela se casasse e, assim, "amarraram a lata" da pobre Rita. O marido "não era flor que se cheira" , bem naquele estilo briguento e fanfarrão. Ela aguentou firme aquela criatura insana por 18 anos, sem reclamar e oferecia todo este martírio pela conversão dos pecadores. Depois que o marido baixo astral morreu e os filhos também, Rita se jogou nas obras de caridade e nas orações. Tentou ir em busca do sonho de criança, de se tornar uma religiosa, mas por três vezes bateram a porta na cara dela. As comunidades de freiras lhe respondiam que elas somente recebiam a jovens solteiras. Daí, do momento que ela tentou entrar no convento até o momento que ela conseguiu, tem duas versões. Eu gosto mais da versão B que diz que, na verdade, não foi a habilidade de Rita para convencer as freiras que fez com ela fosse aceita e sim um episódio que rolou numa noite, quando Rita estava rezando antes de dormir e ouviu chamar: "Rita! Rita!". Levantou e abriu a porta, eram 3 mega conhecidos de Rita: seus protetores São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino, que a chamaram pra dar um passeio. Rita saiu com eles e, em pouco tempo, estava em Cássia, diante do convento de Santa Maria Madalena. As religiosas inflexíveis, que tinham rejeitado Rita, dormiam e a porta estava bem trancada. Os protetores de Rita (que tinham ido numa missão ultra-secreta enviada por Deus) arrumaram um jeito dela entrar sem caracterizar arrombamento. Algo meio inexplicável mesmo, tanto que quando as freiras encrenqueiras acordaram, ficaram enlouquecidas com a presença de Rita, a rejeitada. Como ninguém entendia muito bem o que tinha acontecido, ficaram impressionadas e se convenceram de que era um milagre. Deixaram que ela ficasse, mas, como "não existe almoço grátis", para colocar à prova a obediência da noviça, a superiora do convento ordenou-lhe que regasse de manhã e à tarde um galho seco, um ramo de videira pronto pra ser queimado. Rita não ofereceu dificuldade alguma e, na qualidade de boa estagiária (coisa rara hoje em dia), cumpria essa tarefa enquanto as irmãs espírito-de-porco a observavam com sorrisinho irônico de canto de boca. Esse "trabalho de bandido" durou um ano, até que o galho começou a brotar e virou uma videira muito linda, que ainda hoje está viçosa no convento. Santa Rita caiu muito doente e passou dessa para uma melhor em 22 de maio de 1457.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Hoje amanheci nostálgica. Esse tempo frio, que eu adoro, me trouxe lembranças muito boas. Acordei com saudades dela. Fomos apresentadas em 1997 e nunca mais parei de ir. Normalmente apareço por lá a cada 3 anos, pra matar a saudade dos tios e primos . Olhei na minha agenda e vi que em maio do ano passado eu estive lá com meu pai e uma amiga. Nem tem tanto tempo assim, mas já sinto falta. Enquanto o próximo encontro não acontece, aproveito o friozinho com chuva pra usar muitos casaquinhos com lenço amarrado no pescoço. Típico "uniforme" de primavera italiana.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Se deixar o camelo colocar a cabeça dentro da tenda, ele entra e sobe no beduíno. Não se pode evitar que o camelo fique do lado de fora da tenda, por perto, mas nao é preciso aceitar que ele entre. É isso aí, a palavra do dia é LIMITE. Beijos e boa semana.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Depois de escolhido o vestido de noiva, um tomara-que-caia que eu gostei muito, é animador ler Glorinha Kalil e Costanza Pascolatto falarem sobre quem deve ou não usar esse modelo. 1) Quem tem corpo curto não deve usar. Porque fica sem espaço entre o pescoço e a cintura. 2) Tomara-que-caia exige cintura fina. As muito baixinhas e sem cintura parecem uma salsicha num tomara-que-caia muito justo. 3) As costas precisam ser magras. Senão, o vestido faz umas pregas nas costas. 4) Não há limite de idade. O mais importante para vestir bem um tomara-que-caia é a qualidade dos braços. 5) O bronzeado da brasileira valoriza o tomara-que-caia. As muito brancas não ficam tão bem. Dá um certo enjoo ver toda aquela alvura exibida. Ainda bem que eu não sou baixinha, branquela e nem tenho costas largas ha ha ha. Acho que vou parar de ler sobre o assunto nos próximos meses.