quarta-feira, 11 de julho de 2007

Descolei um colaborador para o blog. Apesar dele falar que o texto abaixo não é um dos melhores que já escreveu, eu gostei muito.
Minhas futuras esposas

Crescemos com a idéia da existência de Príncipes e Princesas Encantados. Uma pessoa que aparecerá de repente e será o amor da sua vida e viveremos felizes para sempre. Mas o tempo passa. Tal pessoa não existe. Relacionamentos são construídos a sangue, lágrimas e suor. Percebemos que por mais que nossos pais sejam felizes, eles possuem dificuldades e desavenças. Que amor não é sinônimo de completa paz e harmonia e que, às vezes, ele pode se acabar. Vai-se a idéia do eterno e somos jogados na realidade. Chega a adolescência. Começamos a namorar, e constatamos que tudo é muito mais difícil do que imaginávamos. O outro é uma caixa preta que inutilmente tentamos decifrar. É mais fácil pilotar uma nave espacial do que entender um namorado ou uma namorada. Mas continua-se a lutar e acreditar em relacionamentos viáveis e pessoas possíveis. Penso comigo mesmo: “há tantas pessoas no mundo que eu posso me relacionar, é só esperar o momento certo”. Imagino quantas possíveis futuras esposas eu devo ter perdidas por aí. Mais uma vez o tempo passa. Seus amigos namoram, noivam e casam. Alguns fazem isso mais de uma vez. Nisso vem a idéia; “como ele faz isso mais de uma vez e eu não saio do zero a zero?” Surge uma neurosizinha dentro de mim. Mas tudo bem, convivo bem com minhas neuroses. Elas até fazem parte do meu folclore. Continuo à procura de pessoas namoráveis e casáveis. A família, no entanto, começa a pressionar: “quando tinha a sua idade,você e seu irmão já tinham nascido”, “seu irmão casou com a sua idade e você nem tem namorada”, “seu primo já está namorando há 5 anos”. Perseverantes, imaginamos que as pessoas certas ainda estão por vir. Paciência, no entanto, tem limite. Agüento com muita fibra todas as gracinhas, até a hora em que ouço: “tá escolhendo muito, vai ficar sozinho”. Fico irado! Como se nós fossemos obrigados a aceitar, goela abaixo, qualquer porcaria. Como se o relacionamento fosse um verdadeiro “se vira nos trinta”, e tivesse que ser resolvido agora. Ao ouvir isso, invisto-me do maior cinismo existente, e contrário a todas as minhas crenças, ao invés de efetuar um portentoso xingamento, digo: “Ainda não encontrei a minha princesa encantada”. Digo aquilo em que não acredito, mas podem anotar, ganho várias semanas de paz.

Autor: Lucas é meu irmão mais novo, poeta, filho preferido da mamãe, advogado (ninguém é perfeito), solteiro, quase 26 anos de micaretas e em busca de sua cara metade.
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Nota da editora: ninguém mais me pergunta quando vou casar, acho que já desistiram hahah, mas uma coisa que funciona muito nessas festas de casamento de família, repletas de tias-velhas que sempre fazem a pergunta clássica "quando será a sua vez?", comece a fazer a mesma pergunta para elas nos enterros de família. Logo logo vc não terá mais que responder essa perguntinha batida.

6 comentários:

Anônimo disse...

E assim, sem ter ao meu lado um homem disponível e compatível comigo (cultura, caráter,...), hj estou sozinha. Prefiro estar assim do que ao lado de quem não me completa, como já fiz outrora.
Hj sou mais honesta comigo, e posso dizer que estar com alguém que não se quer é uma das piores formas de manter-se sozinha, impedindo que se encontre alguém que seja "seu número" (não falo de príncipe encantado, mas de alguém que eu possa admirar).
Magali

Renata disse...

Também rezo por essa cartilha. Bjs!

Tia Bibi disse...

Adorei a parte " repletas de tias-velhas que sempre fazem a pergunta clássica "quando será a sua vez?", comece a fazer a mesma pergunta para elas nos enterros de família" hahahahaha

Amo vc amiga/irmã linda!!
Beijos

terapia disse...

tia bibi, essa piada é antigaça hahaha ... bjss.

SACO PRETO disse...

GENTEM.. LEDA É POETA! ADOREI ESSA IDEIA! HAHAAHAH..
SAUDADES DE VC IRMAO DA AUTORA!
BEIJOSSSSSS

Terapia disse...

Leda cortou os cabelos!!! E irá no show da Ivete. Ai Senhor, perdoa, ele não sabe o que faz!