domingo, 3 de junho de 2007

Retomando o tema deste blog e considerando a minha total falta de inspiração para escrever, aí vai um texto da Martha Medeiros que eu gosto muito. Boa semana!

Desconstruções
Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela vende de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa inventou um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente venda mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito. Quem se apaixonou por uma fantasia, tem que desconstruí-la para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa. A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a deixar de amá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé. (Martha Medeiros)

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Blue Moon
A 2ª Lua Cheia de Maio, chamada de Lua Azul, acontece às 22:04 h de hoje, uma quinta-feira, dia da semana consagrado a Júpiter, planeta da generosidade, moral, ética, religiosidade, prosperidade e abundância. Segundo alguns místicos, os pedidos feitos durante esta Lua serão realizados numa velocidade espantosa. Tradicionalmente é chamada de Lua do Amor e favorece questões relativas ao amor próprio, o amor pelo outro, o amor universal. Nesta Lua Azul as conjunções Plutão/Sol e Saturno/Lua recomendam cautela com os relacionamentos e anunciam que é tempo de reestruturações. Será?

domingo, 27 de maio de 2007

Fazer o bem faz bem
Fazer o bem é bom para o coração, sistema nervoso e sistema imunológico. Pesquisas americanas revelam que o fato de realizar regularmente trabalho voluntário aumenta muito a expectativa de vida. Faz bem para o outro e para você. Assim, estão todos convidados a fazerem doações de brindes para a Festa Junina do Hospital São Lucas, que acontecerá dia 02 de junho. A festa visa arrecadar fundos para manutenção básica de medicamentos e utensílios do hospital. O Hospital é mantido pelo Estado, mas a demanda é muito maior que a capacidade.

Hospital São Lucas
Rua José Vicente nº 1.533, Forte São João
Vitória - Tel.: (27) 3381-3354

Diga sim ao voluntariado
Se quiser ir além de doações esporádicas, conheça o Fundo Cristão para Crianças. O Fundo Cristão completou 40 anos de atuação no Brasil em 2006, desenvolvendo programas nas áreas de educação, saúde, segurança alimentar e nutricional, desenvolvimento comunitário e conscientização sócio-ambiental, a partir de recursos obtidos do sistema de apadrinhamento e doações espontâneas de indivíduos e empresas. Vai muito além da doação mensal, proporcionando a melhoria das condições de vida da criança. O padrinho acompanha o desempenho escolar do afilhado até a universidade, se envolve emocionalmente trocando cartas e fotos. Há 6 anos eu participo do FCC e sou madrinha do Antônio, de 11 anos, morador de Francisco Badaró (MG). Apadrinhe uma criança, não vai te custar mais do que R$ 37,00 por mês e o retorno emocional vale muito a pena.
Vá ao teatro
Para os capixabas que gostam de teatro, vale assistir a peça Intimidade Indecente no Teatro Carlos Gomes. A peça conta uma história de amor na maturidade, com suas crises, encontros e desencontros. A peça está há cinco anos em cartaz. Antes protagonizada por Irene Ravache (que foi substituída por Vera Holtz) e Marcos Caruso, agora a peça tem no elenco Lucinha Lins e Otávio Augusto. Diversão garantida ou seu dinheiro de volta.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Karaokê do Dado
Quarta-feira é dia de sair por aí, ouvir música boa e ver gente bonita. Bom, pelo menos era essa a intenção. Apesar de nunca ter sido fanática por Legião Urbana, o programa parecia algo sério. Dado Villa Lobos (Legião Urbana) convidado de Alexandre Lima (Manimal). Resgatando o histórico do mocinho: Dado assumiu a guitarra da Legião em 1983, foi autor das trilhas sonoras dos filmes O Homem do Ano (de José Henrique Fonseca), Bufo & Spallanzanni (de Flávio Tambellini) - pela qual recebeu o prêmio de melhor trilha sonora no Festival do Cinema Brasileiro, em Miami - e Pro Dia Nascer Feliz (de João Jardim) - também vencedor do Kikito de Melhor Trilha Sonora no Festival de Gramado de 2006. No ano passado, lançou um disco solo - Jardim de Cactus ao Vivo. O show começou tranqüilo, Dado cantando as músicas do cd novo, até que resolveu fazer o “Momento Legião”. Não sei o que houve daí em diante. Dado não sabia as letras das músicas, errava, saía do tom. Alexandre Lima tentou ajudar. Fiasco total. Guilherme Lemos (praticamente um clone do Renato Russo e vocalista do Central Urbana) foi convidado a subir ao palco, fez bonito enquanto cantou sozinho, até Dado resolver cantar junto ... Resolvi parar de prestar atenção e, da última vez que olhei, o microfone tinha sido aberto aos fãs e virou karaokê, ou melhor, Dadokê. Final de Carreira.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Mais uma do mundo corporativo
Em julho de 2007 comemoraremos 38 anos de um grande feito da humanidade. A chegada do homem à Lua. Exatamente às 23 horas, 56 minutos e 31 segundos, horário de Brasília, o astronauta Neil Armstrong terminou de descer os noves degraus do módulo lunar Eagle e deixou na superfície da Lua a impressão da sola de sua bota do pé direito, tamanho 41. Nem todo mundo lembra do feito de Neil Armstrong. Mas, dos três astronautas da missão Apolo 11, se alguém consegue ser lembrado, é ele. Saber os nomes dos outros dois já é coisa de fanático por astronomia. O que pouca gente sabe é que, por dois motivos, Neil Armstrong foi o primeiro a pisar na Lua. O primeiro, e mais conhecido, é que ele era o chefe daquela missão espacial. O segundo motivo é que dos três astronautas Neil Armstrong era, tecnicamente falando, o menos necessário. O segundo homem a pisar na Lua, Buz Aldrin, só desceu depois que Neil Armstrong garantiu que tudo estava bem. Porque Buzz Aldrin era o piloto do módulo lunar. Se ele descesse antes e acontecesse alguma coisa errada, Neil Armstrong não conseguiria levantar vôo. O terceiro astronauta, que ficou rodando no espaço, Michael Collins, era na verdade o mais importante dos três, porque era o único que conseguiria pilotar a nave espacial de volta para a Terra. Por isso mesmo, permaneceu em órbita, lá em cima, esperando os outros dois. 38 anos depois, a chegada do homem à Lua continua sendo um belo exemplo de como é o mundo corporativo moderno. Ou seja, não importa que os funcionários sejam extremamente bem qualificados, nem que executem com perfeição suas tarefas. Porque, no fim das contas, quem acaba ficando com toda a glória é o chefe. (Max Gehringer)

sexta-feira, 18 de maio de 2007

É preciso acabar com os babacas no trabalho
Em junho, será lançado no Brasil o livro Chega de Babaquice!, que mostra o que devemos fazer para sobreviver num ambiente de trabalho dirigido por chefes ridículos. Segundo o livro, os chefes-babacas descontrolados dão prejuízo às empresas, diminuem a capacidade das equipes de inovar, não sabem manter os talentos e ainda podem levar as organizações a pagarem indenizações por processos de assédio moral. Seus funcionários ficam doentes, estressados e deprimidos, aumentando a taxa de absenteísmo, distração, dispersão e a rotatividade. Isso se reflete no resultado. Desmotivados, os funcionários também deixam de ter idéias. Para sobreviver a chefes assim, ele recomenda distanciamento emocional e o cultivo da indiferença. O autor de The no Asshole Rule (título original), Robert Sutton, é ph.D. em Psicologia Organizacional pela Universidade de Michigan e professor de Administração de Stanford. A entrevista está na Revista Época deste mês.