segunda-feira, 21 de maio de 2007

Mais uma do mundo corporativo
Em julho de 2007 comemoraremos 38 anos de um grande feito da humanidade. A chegada do homem à Lua. Exatamente às 23 horas, 56 minutos e 31 segundos, horário de Brasília, o astronauta Neil Armstrong terminou de descer os noves degraus do módulo lunar Eagle e deixou na superfície da Lua a impressão da sola de sua bota do pé direito, tamanho 41. Nem todo mundo lembra do feito de Neil Armstrong. Mas, dos três astronautas da missão Apolo 11, se alguém consegue ser lembrado, é ele. Saber os nomes dos outros dois já é coisa de fanático por astronomia. O que pouca gente sabe é que, por dois motivos, Neil Armstrong foi o primeiro a pisar na Lua. O primeiro, e mais conhecido, é que ele era o chefe daquela missão espacial. O segundo motivo é que dos três astronautas Neil Armstrong era, tecnicamente falando, o menos necessário. O segundo homem a pisar na Lua, Buz Aldrin, só desceu depois que Neil Armstrong garantiu que tudo estava bem. Porque Buzz Aldrin era o piloto do módulo lunar. Se ele descesse antes e acontecesse alguma coisa errada, Neil Armstrong não conseguiria levantar vôo. O terceiro astronauta, que ficou rodando no espaço, Michael Collins, era na verdade o mais importante dos três, porque era o único que conseguiria pilotar a nave espacial de volta para a Terra. Por isso mesmo, permaneceu em órbita, lá em cima, esperando os outros dois. 38 anos depois, a chegada do homem à Lua continua sendo um belo exemplo de como é o mundo corporativo moderno. Ou seja, não importa que os funcionários sejam extremamente bem qualificados, nem que executem com perfeição suas tarefas. Porque, no fim das contas, quem acaba ficando com toda a glória é o chefe. (Max Gehringer)

10 comentários:

Anônimo disse...

HAHAHA!!!!
Muito boa e real! rsrs
Magali

Leandro disse...

Renata, ser famoso nao eh sinonimo de sucesso. A Fama pode ser tao boa quanto ruim. Neil Armstrong fazia parte de uma equipe e se hoje eh o mais reconhecido, isso deve-se ao trabalho conjunto de todos, inclusive pessoal de terra.
Neil Armstrong nao era o individuo naquele momento, mas um icone da raca humana. O sucesso e reconhecimento nao eh e nunca foi a somente ele, mas a toda a humanidade.
No seus calculos voce soh considerou fama como medida de sucesso. Que tal adicionar outras variaveis? Conta bancaria dos individuos, investimento em pesquina na NASA e/ou Programa Espacial Sovietico(corrida espacial) e capitalismo/comunismo.

A moral dessa historia deveria ser outra. O chefe que nao divide o sucesso com sua equipe, nao se mantera na chefia por muito tempo (outro pseudo-medida de sucesso). Nunca vi ou ouvi falar de alguma entrevista de Neil Armstrong em que ele se colocou como fator unico de sucesso daquela missao e nao tenha mencionado seus colegas.

Abraco

Terapia Coletiva disse...

Leandro,

Não estamos aqui para questionar o caráter do Sr. Armstrong, nem dizer que ele tomou como seus todos os méritos da missão em questão. O Max Gheringer, autor deste artigo, e de muitos outros livros que eu adoro e tenho na minha estante, pegou emprestado esse fato para explicar um pouco do que acontece nas empresas brasileiras.

No mundo corporativo, podemos trocar o “ser famoso” com o “ficar bem na foto”. A não ser que o líder/chefe da equipe seja alguém muito generoso, o mérito aparente será do chefe. É claro que o sucesso de um chefe está vinculado a uma equipe competente, a discussão não é essa.

Vale lembrar que esse exemplo se aplica bem às organizações brasileiras, colonizadas por portugueses e com traços históricos/ culturais muito peculiares. Essa história de que “o chefe que não divide o sucesso com sua equipe, não se manterá na chefia por muito tempo” pode funcionar em Londres, Paris, Roma ou qualquer outro lugar do mundo que foi metrópole ou não teve colonização portuguesa. Aqui no Brasil é provável que esse tipo de gestor seja promovido.

Não falo isso olhando apenas a empresa que eu trabalho. Olho as dos amigos e a de todos os alunos que tive durante os cinco anos que lecionei Comportamento Organizacional nas universidades. Ninguém nunca disse que a situação era diferente. Mas isso tem explicação. Para não me estender muito, o que estou dizendo é bem explicado em “Raízes do Brasil” (Sérgio Buarque de Holanda), “Carnavais, Malandros e Heróis” (Roberto da Matta) e “Coronelismo nas Organizações” (João Gualberto Vasconcelos).

Só uma última coisa, se você conhecer o saldo (na época) da conta bancária dos outros dois que participaram da missão da lua e o investimento em pesquisa na NASA venha jogar Master com gente! Eu e Camila passamos muitos apertos com as respostas! E obrigada pela visita e pelo comentário. Bjs.

saco preto disse...

hahahaha.. cada dia fico mais fã sua amiga! vc é tudo! hahaahaahahahha
Alem de ter amado o texto de Max Gheringer.. amei mais ainda sua resposta.. hahahahaha ao amigo ai em cima denominado Leandro!

Tia Bibi disse...

Amiga linda,

Quando crescer, quero ser igual a vc!!!

Beijos

terapia coletiva disse...

gente, calma ... isso é só um blog, desse jeito vou ter que voltar postar receitas hehe.

tia bibi, vc precisa diminuir pra ser igual a mim, eu tenho menos que 1.60 m hehe.

Playmobil Falante disse...

Por falar em Master...vocês pretendem me devolvê-lo?

Gente, este blog se for de trapia coletiva é de psico-drama, credo. Quem é Neil Armstrong? Aquele que cantava "What a wonderful world"? hahahahahaha

Terapia Coletiva disse...

Hahahaha, Bru vc é ótima! Vou deixar de lado esses assuntos polêmicos e vou postar receitas daqui pra frente hahah. Olha só, pretendemos devolver o Master depois da jogatina de sexta na minha casa, tá? Ou vc vai levá-lo pra BH ("pois não háaaa lugar melhor que BH"). Bjss.

Renata disse...

Play, o Neil é irmão bastardo do Louis. Foi abandonado pela família e virou astronauta.

Playmobil Falante disse...

Gente, que babado...mas faz sentido - senão a música se chamaria What a wonderful moon!!

Não, não vou levar o Master para BH.