sexta-feira, 30 de janeiro de 2009


Nesta semana matei a saudade de várias amigas que não via há tempos. Foram três dias de happy hour encontrando pessoas queridas, ouvindo experiências alheias e processando as minhas (vividas nos últimos 34 anos). Cada vez tenho mais certeza que conviver é um grande desafio (com amigos, com família, com seu par, com colegas de trabalho, etc.). Num desses encontros, estive com uma amiga do tempo da faculdade, que contou da própria vida e não fez nenhuma reclamação de nada. Ela sempre foi assim. Todos os namoros pareciam comercial de margarina, com tudo lindo, perfeito. E assim continua no casamento. Isso é estratégia. Todos passam por dias mais felizes, outros menos. Contar para o mundo todo (ou para poucos amigos) como está a sua vida ou não é uma decisão pessoal. Dizem por aí que Romeu e Julieta são ícones do amor eterno, porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora. Já citei Roland Barthes aqui no blog: "passada a primeira confissão, eu te amo não quer dizer mais nada". Eu, pessoalmente, não consigo pensar em amor separado de afinidades, companheirismo, respeito, carinho, planos em comum, cumplicidade e tal. Só processo quando está tudo dentro do mesmo pacote. Acho que não adianta amar loucamente e não conseguir conviver. Assim como você não vai se casar com seu melhor amigo, só que porque vocês têm 1237 afinidades. Pessoas namoram porque apreciam a presença do parceiro. O período de namoro é um teste de compatibilidade ao fim do qual ambos decidem se querem viver juntos. Durante toda essa caminhada a boa comunicação é fundamental. Se você tem ressentimento, ciúme, insegurança, expectativas, deve dizê-las ao seu parceiro. Comunicação não quer dizer apenas falar ou brigar. A boa comunicação é honesta sem ser acusatória (a forma de falar é muito importante, eu que o diga). Vale comunicar seus sentimentos, frustrações, desculpas (com o propósito de não repetir algo que tenha feito/dito), medo, tristeza, alegria. A comunicação é ainda mais preciosa quando as pessoas se conhecem há pouco tempo. As percepções são inevitáveis e vão sendo confirmadas ou descartadas com a convivência. Ter opinião sobre o outro é inevitável. Não quer dizer que seja "uma verdade". Se eu te percebo de forma "x" é porque estou recebendo sinais, processando e chegando a alguma conclusão. E acredito que essas arestas de percepções equivocadas precisam ser eslcarecidas. Tem quem diga que 50 anos de convivência não garantem o conhecimento pleno do outro. Lembrei da minha mãe, contando que se casou com meu pai após 5 meses de namoro e o primeiro ano de casamento foi o pior da vida dela. Naquela época, os casais conviviam pouco antes do casamento. Considerando que meu pai é um ex seminarista, o namoro se resumia a ficar sentado na varanda da casa dos meus avós conversando. Hoje, a convivência é muito maior, com intensivão nos finais de semana. Mais do que apenas problemas, fale também as boas coisas, das qualidades, de tudo o que faz valer a pena estar junto. Assim, as coisas ficam mais leves (minha meta para 2009) e prazerosas. Continuamos na estrada ...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Estou de volta!
Minha vida boa acabou. A parte boa é que terei família e alguns amigos por perto novamente. A parte triste é que me acostumo facilmente ao dolce far niente, sem contar o prazer que é viajar. Foram muitos dias em Ipanema, Búzios, Cabo Frio, Recife, Olinda e Porto de Galinhas. Teatro, cinema, bons restaurantes, tombos, pele ralada, frescobol, excesso de sol, pele vermelha, fotografias, lugares diferentes, tapioca, livros, boa companhia, almoço gostoso na casa da sogra, bolo de rolo, muitos imãs de geladeira pra coleção, dormir e acordar a qualquer hora, cafés da manhã intermináveis e deliciosos. Enfim, valeu.
Fotos
Olinda merece o nome que tem.
Foto1

Vida boa em Porto de Galinhas.

Nessa viagem de descobertas de novos sabores, cheiros (isso só serve para quem tem olfato) e experiências, contei com a companhia de três pessoas. Eis a equipe de viagem:

O que é isso Lucas? Tire já isso da cabeça, menino!

Agora sim, começando oficialmente: Sabrina e Lucas.


Alexandre e eu.

Agora voltemos com a programação normal: trabalho, academia pra controlar a pressão alta, almocinho na casa dos pais, chopp com os amigos, cuidados com a casa, até que venha a próxima viagem de férias. Paro por aqui que estou atrasada pra ir a Vila Velha matar a saudade da minha mãe! Beijos.

domingo, 28 de dezembro de 2008

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo! Que 2009 seja maravilhoso e pleno de boas surpresas! A partir de hoje estou de férias do blog. Farei o que mais gosto de fazer na vida: viajar. Afinal de contas, sair de férias e ficar em casa não é tirar férias. Talvez poste algumas fotos da viagem pelo caminho. Pretendo ficar off line a maior parte do tempo. Férias de casa, férias do computador, férias dos mesmos lugares de sempre. Pela legislação trabalhista: "Férias é o período de descanso anual, que deve ser concedido ao empregado após o exercício de atividades por um período de 12 meses, período este denominado aquisitivo. As férias devem ser concedidas dentro dos 12 meses subseqüentes à aquisição do direito, período este chamado de concessivo. O objetivo do direito do empregado a férias é de lhe conceder um justo e reparador descanso, afim de atender aos deveres da restauração orgânica e de vida social". Então, só estou cumprindo a lei. Beijos e até a volta!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Semana passada eu fui ao show da Madonna e ainda não comentei nada por aqui. Demorei a falar sobre isso porque eu fiquei pensando se eu tinha gostado. Ok, explico. A produção é maravilhosa, impecável, hightech, ela dança o tempo todo, pula corda, dá cambalhotas e tem um corpo construído milimetricamente para esse fim. Um mini circo de Soleil. Ela faz tão bem todas essas coisas, que cantar é o que menos interessa no show. O trabalho do DJ faz toda a diferença. Sem todo aquele aparato, não sei se ela seguraria o show todo só com a voz e os instrumentos, como fez com Boderline (uma das melhores partes do show, na minha opinião). Enfim, vale a pena pelo espetáculo. Quanto à música, compre um cd e escute no carro enquanto enfrenta o trânsito.
Como achar um taxi em Vitória?
Busco resposta para esta pergunta há 4 semanas. Só quem passou por muitos apertos recentemente sabe que conseguir taxi em Vitória se tornou uma tarefa de gincana. 1ª situação: meu vôo era às 19:30h, liguei no meio da tarde e marquei para o taxista me pegar às 18:00h. Ele apareceu 15 min antes, eu não estava pronta, ele não esperou e não avisou que ia embora. Na hora que liguei para a cooperativa para pedir outro, não havia nada disponível. Resultado: fui de carro pro aeroporto e paguei 3 diárias. 2ª situação: contei o aperto para uma amiga que se prontificou a me levar no aeroporto na semana seguinte, caso eu não conseguisse um taxi novamente. Faltando 2 horas para o vôo, liguei para todos os disk taxi, teletaxi, cooperativas disponíveis nas listas amarelas e pontos de taxi perto da minha casa. Metade não atendia o telefone e a outra metade não tinha disponibilidade para me levar no horário desejado. Já sem esperanças, a amiga estava indo me buscar, quando encontrou um taxi chegando num dos pontos perto da minha casa e levou-o escoltado para me atender. 3ª situação: liguei com antecedência, marquei e o taxi não apareceu. Eu liguei para a cooperativa responsável e eles não conseguiam me dar uma resposta. Saí carregando a bolsa de viagem pela rua afora. Achei um taxista que tinha parado pra almoçar num restaurante, e resolveu adiar o almoço pra ganhar uma corrida. E aí vai a pergunta que não quer calar: Como achar um táxi em Vitória?

terça-feira, 16 de dezembro de 2008


Que droga que não tenho asas!

Adoro teatro. O melhor é quando posso escolher qual peça assistir. Sábado à noite, aproveitando que eu estava no Rio, fui ver Pássaro da Noite. Fiquei muito satisfeita com o que vi. Grata surpresa. Pássaro da Noite conta a história de uma mulher numa situação de solidão absoluta, no fim de uma noite de festa, perdida em seus próprios fantasmas, seus abismos, à procura de um mínimo sentido para sua vidinha. A reflexão bem humorada sustenta o espetáculo misturada à tormenta do personagem. Ótimo programa para o final de semana. Para completar, o Rio está (até 21/12) com a campanha Teatro para todos, com mega desconto no valor da entrada. Anotem:

Pássaro da Noite
Local: Teatro do Leblon – Sala Marília Pera
Horário: Sextas e Sábados às 23h30
Preço: R$80,00 (ou 25,00 com o “teatro para todos”)
Temporada: até 21 de dezembro