sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O Carnaval chegou. Como não curto os festejos carnavalescos, este período não passa de um feriado prolongado onde eu posso dormir até mais tarde, ir à praia, caminhar na Lagoa, tomar uma gelada sentada em algum barzinho de Ipanema, vendo o movimento passar, sentir alívio ao ouvir samba no lugar de axé (embora eu prefira rock'n roll), aproveitar para namorar e descansar, sabendo que este é o último feriado antes do início do ano (no calendário brasileiro, claro). Aproveitem a vida boa e até a volta!!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Charme e bucolismo no bairro preferido dos artistas: ontem fui conhecer o bairro de Santa Teresa, que ocupa uma colina no coração do Rio e parece ter parado no tempo, mantendo há dezenas de anos aspectos preservados do Rio Antigo e guardando uma história em cada esquina. Escritores e artistas sempre foram atraídos por Santa Teresa, seduzidos por seu charme e por suas riquezas arquitetônica e cultural. Chamam atenção a arte exibida nos muitos ateliês que tomaram conta do bairro e o pólo gastronômico, principalmente ao redor do Largo dos Guimarães. Para o visitante parece um local à parte, com características próprias, suas ruas estreitas e sinuosas por onde passam os velhos bondes, os únicos que ainda circulam em todo o Brasil. Aproveitamos para tomar um cerveja gelada e comer um petisco no Armazém São Thiago, mais conhecido como Bar do Gomes. Para não perder a viagem, também comprei imãs de geladeira para coleção. (Fonte: Riotur)
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Oi Noites Cariocas: na sexta rolou show do Jota Quest no Pier Mauá. Foi minha primeira vez naquele lugar, super bem organizado. Apesar de não curtir muito o som do Jota, que ainda por cima agora está numa onda eletrônica, achei o show bom, pena que eu estava muito cansada (ok, sou uma pessoa de 60 num corpitcho de 34). Sem contar que uma menina mega bêbada na nossa frente não parava de movimentar os braços freneticamente, dando solavancos em quem estava por perto, mesmo depois que pedimos que ela tomasse cuidado. Nessas horas eu lembro muito do meu pai, quando ele diz: "quem tem educação usa". Como estou na fase "deixei de acreditar no ser humano", eu prefiro mudar de lugar, já que não acho que vou melhorar o mundo dizendo à menina que ela está errada.
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No mais o final de semana foi preenchido com programas familiares (chá de bebê) em Niterói e com uma passada no ensaio do bloco Escangalha, na Lagoa. Espero que esta semana passe logo e chegue logo o carnaval (que pra mim não tem o menor sentido de existir, já que eu não curto folia, a não ser pelo fato de ser um feriadão prolongado). Beijos e uma semana de PAZ em todos os sentidos! Aliás, nas próximas vezes que eu for brindar, será pela Paz. As pessoas andam com os nervos à flor da pele (eu inclusive). Êtaa mundinho complicado, viu?! No war!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Hoje ganhei da minha mãe uma Cafeteira Bialetti novinha, linda, brilhando! A minha havia quebrado e estava me dando alguns transtornos e queimaduras na hora sagrada do café da manhã dos finais de semana. Andei pesquisando e só achei a original no Espaço Gourmet por uma pequena fortuna. Na internet só consegui achar as pequeninas não suficientes para quem adora tomar uma xícara generosa de café. As elétricas tradicionais não me convenciam no sabor do café, ou melhor, do chafé. Nada como ter uma família italiana que mantém cafeteiras Bialetti em estoque. Bom final de semana e pratique a gentileza!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Conversando a gente se entende
Existem algumas formas de demonstrar insatisfação com algo que foi feito e dito. Entre tantas formas, eu sempre prefiro falar. Às vezes pode soar meio autoritário, parece que estou querendo podar ou determinar ações e palavras. Na verdade, ao falar, eu abro o espaço para discussão de um ponto que ainda está em construção. Outro meio de demonstrar insatisfação é reagindo sem compreender, às vezes de forma mais explosiva. Isso me lembrou muito o Behaviorismo, na época que eu dava aulas de Teoria da Administração. Estamos falando de estímulo e resposta. Por exemplo, se um macaco recebe sempre um jato de água cada vez que se aproxima da banana, ele vai tentar pegar a banana uma, duas vezes, mas na terceira ele não tentará mais. Isso é comportamental. Assim, tanto palavras quanto reações podem criar limites no outro. Com a diferença que, quando é uma reação, o estrago pode ser maior (dependendo das dimensões) do que quando algo é dito. E como já escrevi em um post anterior, a forma de falar pode ser melhorada, claro, mas eu ainda acredito que falar é melhor que reagir, afinal de contas não recebemos um manual de instrução de cada pessoa que convivemos. É no dia-a-dia que a gente vai conhecendo e aprendendo a lidar com o próximo. Assim, continuo achando que vale a máxima popular: conversando a gente se entende.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Hoje ganhei meu primeiro Cartão de Controle de Hipertenso. Depois de um sangramento nasal, tentei ser atendida no Centrocor, onde trabalha meu cardiologista, mas as atendentes disseram que eu teria que procurar um pronto atendimento, que clínica não era lugar para prestar socorro e que, além de não ter nenhum médico com horário vago para uma consulta, não existia ninguém ali para aferir a minha pressão (se um centro cardiológico não tem ninguém para isso, onde tem?). MS, fiel escudeira e motorista para assuntos de saúde, me levou para o pronto atendimento de Bento Ferreira, que informou que se eu quisesse somente aferir a pressão rapidamente, sem passar por um clínico, era pra ir no posto de saúde do lado. Fomos super bem atendidas pelo SUS. Se dependesse de uma clínica credenciada pelo meu plano de saúde, eu teria um treco. Nesse meio tempo, por telefone recebi orientação do médico do trabalho para que eu visite um otorrino, porque pequenas variações de pressão, como hoje, não podem causar sangramentos tão recorrentes. Aproveito para agradecer à aniversariante do dia (parabéns!), que se prontificou a passar sua manhã num posto de saúde comigo e registro meu descontentamento com o atendimento do Centrocor de Vitória, onde as regras são claras e inflexíveis, e a vida, bem essa é menos importante e pode esperar.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Espero que Deus tenha feito pelo menos um bom amigo para cada pessoa no mundo. Alguém verdadeiro, sincero e delicado (muito raro achar as duas qualidades na mesma pessoa), que te respeita (aceita as suas decisões), entende o seu tempo (sem cobranças), fala a mesma língua. Um bom amigo é como um "oásis de realidade na matrix".

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009


Nesta semana matei a saudade de várias amigas que não via há tempos. Foram três dias de happy hour encontrando pessoas queridas, ouvindo experiências alheias e processando as minhas (vividas nos últimos 34 anos). Cada vez tenho mais certeza que conviver é um grande desafio (com amigos, com família, com seu par, com colegas de trabalho, etc.). Num desses encontros, estive com uma amiga do tempo da faculdade, que contou da própria vida e não fez nenhuma reclamação de nada. Ela sempre foi assim. Todos os namoros pareciam comercial de margarina, com tudo lindo, perfeito. E assim continua no casamento. Isso é estratégia. Todos passam por dias mais felizes, outros menos. Contar para o mundo todo (ou para poucos amigos) como está a sua vida ou não é uma decisão pessoal. Dizem por aí que Romeu e Julieta são ícones do amor eterno, porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora. Já citei Roland Barthes aqui no blog: "passada a primeira confissão, eu te amo não quer dizer mais nada". Eu, pessoalmente, não consigo pensar em amor separado de afinidades, companheirismo, respeito, carinho, planos em comum, cumplicidade e tal. Só processo quando está tudo dentro do mesmo pacote. Acho que não adianta amar loucamente e não conseguir conviver. Assim como você não vai se casar com seu melhor amigo, só que porque vocês têm 1237 afinidades. Pessoas namoram porque apreciam a presença do parceiro. O período de namoro é um teste de compatibilidade ao fim do qual ambos decidem se querem viver juntos. Durante toda essa caminhada a boa comunicação é fundamental. Se você tem ressentimento, ciúme, insegurança, expectativas, deve dizê-las ao seu parceiro. Comunicação não quer dizer apenas falar ou brigar. A boa comunicação é honesta sem ser acusatória (a forma de falar é muito importante, eu que o diga). Vale comunicar seus sentimentos, frustrações, desculpas (com o propósito de não repetir algo que tenha feito/dito), medo, tristeza, alegria. A comunicação é ainda mais preciosa quando as pessoas se conhecem há pouco tempo. As percepções são inevitáveis e vão sendo confirmadas ou descartadas com a convivência. Ter opinião sobre o outro é inevitável. Não quer dizer que seja "uma verdade". Se eu te percebo de forma "x" é porque estou recebendo sinais, processando e chegando a alguma conclusão. E acredito que essas arestas de percepções equivocadas precisam ser eslcarecidas. Tem quem diga que 50 anos de convivência não garantem o conhecimento pleno do outro. Lembrei da minha mãe, contando que se casou com meu pai após 5 meses de namoro e o primeiro ano de casamento foi o pior da vida dela. Naquela época, os casais conviviam pouco antes do casamento. Considerando que meu pai é um ex seminarista, o namoro se resumia a ficar sentado na varanda da casa dos meus avós conversando. Hoje, a convivência é muito maior, com intensivão nos finais de semana. Mais do que apenas problemas, fale também as boas coisas, das qualidades, de tudo o que faz valer a pena estar junto. Assim, as coisas ficam mais leves (minha meta para 2009) e prazerosas. Continuamos na estrada ...