sábado, 21 de abril de 2007

Diário de Bordo - parte 2: NY e Miami
Depois das intempéries da viagem anterior, cheguei ao aeroporto desconfiada, com medo de um pouso forçado em alto mar, mas o único susto foi a volta do avião a Guarulhos, depois de 1 hora de vôo, por causa de um passageiro enfartando. Coisas da vida.

Só quem vai à Nova York entende o porquê dela ser chamada de capital do mundo. Adorei Manhattan. Nem o frio de 4ºC me impediu de caminhar pelo Central Park. O tour clássico (ou tour de turista-mané, como diz um amigo) não faltou: Museu Metropolitan, Catedral St. Patrick, Central Park, Soho com as galerias de arte, Harlem e o centro financeiro de Manhattan onde existia o World Trade Center. Sem contar as inúmeras entradas na Macy’s, a maior loja de departamentos do mundo (dos 8 andares, só consegui chegar até o 4º), e os longos passeios na 5ª avenida (linda e cara). NY vende tudo que a gente nem sabia que precisava tanto.

A única ressalva é que os americanos continuam achando que o brasileiro fala espanhol. A boa notícia é que o nosso inglês é melhor que o da maioria dos taxistas indianos.

Já estava acostumada com os atrasos dos nossos controladores de vôos quando acampei em La Guardia. O aeroporto parece uma rodoviária, muita gente sentada no chão, tudo muito familiar. Perdi a conta das vezes que precisei tirar os sapatos antes de entrar nas salas de embarque. Malas e bolsas vasculhadas nem me emocionam mais.

Depois de uma semana de muito frio, compras, acompanhando o desenrolar do episódio do atirador da universidade, orgias alimentares matinais nos Starbucks novaiorquinos, fomos para Miami. Miami é linda, clima maravilhoso, povo simpático e acolhedor. Não lembro de ter visto americanos andando pelas ruas. A cidade é dominada por latinos. As lojas de brasileiros se espalharam pela cidade e a única língua que não é falada em Miami é o inglês. Até tentei, algumas vezes, mas logo percebi que não tinha lógica uma brasileira conversando com um venezuelano em inglês. Viva o spanglish!

O que menos importa em Miami (e o que as agência de turismo mais ressaltam, infelizmente) é conhecer as mansões dos famosos. O melhor é entrar no clima dos "locais" e andar a pé, de metrorail, metromover, tomando café em padaria, puxando papo no meio da rua. A cidade é um grande shopping center.Não queria ter voltado tão rápido.

Faltou alugar um carro, ir a Fort Lauderdale, Palm Beach, entrar nos inferninhos da cidade e chegar de madrugada no hotel. Mas elas (foto 3) morreriam do coração. A volta foi tranqüila, apenas uma passageira com síndrome do pânico, que foi devidamente sedada com rivotril. Essas minhas idas e vindas já estão virando novela mexicana.

2 comentários:

Joe Bass disse...

Hahaha, "Turismo Clássico" !
Bela saída pela esquerda, néah Manéah?

Beijocas

Terapia Coletiva disse...

Joe, fique tranquilo, vc terá que fazer comigo o tour clássico pela Bélgica. Aquele que vc já fez 937 vezes ;-)Bjs.