segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Tenho saudades da época em que eu era feio. Não que eu tenha me tornado um Tiago Lacerda ou um Brad Pitt, mas antigamente – leia-se, há uns anos – o motivo principal da minha rejeição pelas mulheres era a feiúra. Mal começava a interação e as meninas, muito educadamente, falavam que não rolava, pois não havia química, que elas tinham namorado ou estavam ficando com alguém, etc. Algumas mais sinceras falavam que eu era feio mesmo. No fundo eu sabia que a questão era mesmo estética. Eu pensava como na propaganda: tudo bem!! Por mais que doesse, eu sabia que para cada não, haveria outro sim. E continuava, sempre achando alguma que me achasse bonitinho ou simpático (o famoso feio gente boa). Sempre rolava. Que saudade... As coisas mudaram. O ano de 1981 está ficando cada vez mais longe. Estou envelhecendo e os argumentos das mulheres (saíram as meninas) se tornaram muito mais complexos. Hoje, os meus foras começam assim: “Até que você é legal, mas...”, ou “você não sabe o que eu já passei na minha vida”, “o meu último namorado fez isso e aquilo comigo” e a pior de todas: “você é pra casar, mas...”. Sinto falta da minha feiúra. Sem dúvida, elas ficaram mais sinceras. Não precisam utilizam mais metáforas, é aquilo que elas sentem mesmo. Mas por quê? Está certo, cientificamente comprovado, que as mulheres são seres muito mais evoluídos do que o homem. São complexas. Como ser inferior, devo admitir, a minha completa incapacidade de assimilar certos conceitos. Para o homem só há feio ou bonito. Para as mulheres, existe o “mas”. Cada fora que recebo, ultimamente, é quase uma seção de terapia. Sou apresentado a tantas questões e variantes que saio mais confuso do que entrei. Sou constantemente punido por infelicidades em relacionamentos anteriores. Já cheguei a levar um fora por ser de Cachoeiro, a cidade das Sete Maravilhas. Se não quer, e elas sabem disso antes de nós, diga não. Esta é uma das poucas decisões de nossa vida que não se precisa justificar, e qualquer tentativa de emenda, sai pior do que o soneto. Sejam sinceras com os homens, e principalmente, sejam sinceras consigo mesmas. Por mais que perguntemos o porquê, já sabemos a resposta. Não vai rolar. Por favor, não prolonguem relacionamentos sem futuro e, principalmente, não dêem falsas esperanças a ninguém. Autor: Lucas La Rocca, pateta com as mulheres e bobo nas horas vagas, promete que na próxima semana os homens estarão na berlinda. Aguardem!

5 comentários:

Anônimo disse...

que depressão...acho que sou unanimidade....
lucas

Terapia disse...

Brother, agora que vc já "mordeu" tente "soprar" pra ver se a audiência aumenta. Queremos afagos, chocolates, cosméticos importados, viagens aos exterior, jóias e muiiiitos elogios. Aguardamos novo texto elogiando o mundo maravilhoso feminino hehe. Bjs.

Playmobil Falante disse...

Ainda não o perdoei por ter esquecido a Sônia Braga

Renata Braga disse...

Play, ter que passar a vergonha de entrar no Balaco ouvindo "Meu Pequeno Cachoeiro" entoado por 15 SFPS e ainda descobrir que o videozinho foi parar no YouTube é até possível de digerir, mas o fato de vocês terem errado a letra da música é imperdoável! hahaha.
"Meu pequeno Cachoeiro/vivo só pensando em ti/ ai que saudade dessas terras entre as serras/
doce Terra onde eu nascí". E Tia Bibi ainda estava se gabando na Comunidade das SF de ter decorado a letra (errada). Francamente ...

Playmobil Falante disse...

A letra da minha cidade tá certa....